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Transgênicos alcançam o posto de carro-chefe na agricultura.

Publicado em 25/02/2013
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Imagem retirada da internet.

Façanha está sendo realizada pela primeira vez no país e de acordo com especialistas o processo de adoção da transgenia pelos produtores rurais deve ser permanente 
Pela primeira vez desde que a técnica de cultivo com sementes transgênicas foi oficializada no país, em 2005, a área plantada com este tipo de produto supera em hectares a área ocupada por sementes orgânicas ou convencionais. 
De acordo com informações divulgadas recentemente a partir de dados da consultoria Céleres, especializada em agronegócio, mais de 37 milhões de hectares estão semeados com produtos transgênicos no país em 2013, 14% a mais do que no ano passado.
Na opinião do presidente da Abrasem – Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Narciso Barison Neto, o sucesso das sementes transgênicas nas lavouras brasileiras é sinal de aprovação do produtor e reflexo da boa qualidade dos produtos. “Quando se tem sucesso no mercado é porque você tem um produto bom, que agregue vantagens ao produtor, seja aceito e aprovado pelo mercado”, afirma.
Além da vantagem econômica e do conforto disponibilizado ao agricultor, a utilização de sementes geneticamente modificadas também possibilita um maior planejamento na lavoura, sem que haja uma necessidade determinante de observar as condições de desenvolvimento da planta, assim como do clima e do solo para garantir a renda. “Isso fez com que a transgenia tivesse essa aceitação extraordinária”, alega.
As sementes transgênicas, que chegaram ao Brasil ilegalmente em 1997 e enfrentaram uma grande resistência, ocupam atualmente a maior parte das lavouras cultivadas do país, sendo em sua maioria com a cultura de soja. Estima-se que 99% das lavouras gaúchas de soja sejam transgênicas. “Isso trouxe muitos benefícios, por isso temos este avanço crescente tanto na soja, milho quanto no algodão, sendo que existem também alguns ensaios na área do feijão”, revela Narciso.
Quanto ao futuro, o especialista aponta para um mercado promissor e em constante crescimento. “Eu acredito que o mercado vá trabalhar com nichos, mas o carro-chefe da agricultura vai ser o transgênico”, afirma.
Uma das razões para que isto se confirme é o atual crescimento no número de eventos nesta área que trarão assuntos como a tolerância à seca, o ômega três e o maior nível de proteína na soja, por exemplo. “Eu acho que a transgenia é um processo infinito que vem com grandes possibilidades”, garante o presidente ao revelar que atualmente 84% das culturas já estão sendo cultivadas com sementes transgênicas. “Para nós, não é importante que desapareça a semente convencional e orgânica, mas é essa a função do setor de sementes, transferir para o agricultor a biotecnia genética”, finaliza.

Angelita da Luz Rossetto.


Fonte: Site Agrolink.